sábado, 28 de dezembro de 2013

Pokémon Dark Green

Fonte: Creepypasta Wiki
Tradução e adaptação: Capitu
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Alguém se lembra do Pokémon Green? Não estou me referindo ao jogo japonês com o Venusaur na capa. Estou falando daquele vendido nas lojas americanas com um Scyther  na capa. Acho que sou o único que se lembra desse jogo. Eu queria, mais do que tudo, nunca tê-lo descoberto...

Tudo começou em 1998, quando Pokémon chegou aos EUA nas versões Blue e Red. Eu só tinha 7 anos. Um amigo meu havia me emprestado sua cópia do Blue, e daquele momento em diante eu fiquei viciado na série. Quando chegou a hora, eu relutei em devolver o jogo a ele, mas acabei fazendo isso. Nos dias que se seguiram, eu só falava do jogo. Quando se é criança, toda a sua vida pode girar em torno de um único jogo, como Pokémon.

Eu estava ajudando meu pai com jardinagem alguns dias antes do meu aniversário, e eu não pude evitar falar sobre o jogo sem parar.

Para minha surpresa, ele disse "Entre no carro. Nós vamos para o Walmart."

Ele realmente ia me comprar minha própria cópia de Pokémon? Eu estava incrivelmente excitado. Aquele foi um dos melhores dias da minha vida - mas acabaria me levando a um dos piores.

Nós chegamos ao Walmart, e meu pai me disse que aquele seria um presente de aniversário adiantado, e que eu só poderia ficar com ele se eu me comportasse e fizesse todas as minhas tarefas. Eu faria qualquer coisa pra ter uma cópia de Pokémon em minhas mãos. Nós entramos e nos encaminhamos à seção de videogames, e lá eles estavam. Organizados pela prateleira; Pokémon Red, Pokémon Blue e... Green? Eu nunca havia ouvido falar em Pokémon Green, mas o Scyther na capa me atraiu, e ei tinha que tê-lo. Eu peguei uma cópia, comprei e fui para casa, tão feliz quanto eu poderia estar. Essa felicidade não duraria muito.

Quando eu cheguei à minha casa, eu corri pelas escadas até meu quarto, rasguei a caixa e peguei o cartucho. O cartucho era bem estranho. Eu imaginava que ele teria uma imagem normal de um Scyther normal, assim como a caixa. Em vez disso, o Scyther estava posicionado à direita, quase como se estivesse batalhando com algo que não estava ali, e estava quase brilhando. O fundo era preto, e embaixo do logotipo Pokémon não estava escrito "Green Version" como eu esperava. Tão desconfortável quanto poderia estar com essa situação, eu coloquei o cartucho no meu GameBoy.

Eu o liguei, e descobri que em vez de mostrar uma introdução, como o Blue, ele imediatamente me levou a uma tela com uma única escolha: "CONTINUE". Onde estava o "NEW GAME"? Eu não estava muito desapontado. Minha curiosidade avassaladora me fez clicar em "CONTINUE". Eu o fiz, e depois de alguns momentos, eu encontrei meu personagem no que eu imagino que fosse minha casa. Eu tentei sair, mas, para meu desapontamento, eu não podia sair da casa. Não havia escadas, e eu não podia interagir com nenhum dos objetos.

"Mas que raios?" Eu senti um aperto no peito, ao perceber que meu cartucho devia estar quebrado, e que eu provavelmente não poderia jogar esse jogo incrível, afinal.

Eu desliguei meu GameBoy, tirei o cartucho, soprei e coloquei de volta. Isso me levou à mesma tela, com a mesma opção, "CONTINUE". Eu cliquei em "CONTINUE", o que me levou ao mesmo quarto. Eu tentei desligá-lo e soprar o cartucho mais algumas vezes, até que fiquei muito frustrado e desisti. O que diabos estava acontecendo?

Eu contei ao meu pai sobre o jogo, e ele decidiu dar uma olhada. Ele foi levado à mesma tela, e à mesma sala, e ele, assim como eu, não conseguiu escapar de lá. Ele viu a caixa rasgada no chão e suspirou.

"Bem, não podemos mais devolver." Para minha surpresa, ele disse "Eu vou ter que te comprar um novo amanhã". Eu fiquei incrivelmente feliz outra vez, e abracei meu pai com todas as minhas forças. Ainda que desapontado com o jogo que recebi, eu estava feliz por ter a oportunidade de ganhar outro.

No dia seguinte, meu pai e eu nos encaminhamos ao Walmart. Nós fomos até a seção de videgames, e muitos dos jogos Pokémon haviam sido levados embora. Metade do Blue, a maioria do Red e todos os Green aparentemente foram comprados. Nem haviam mais prateleiras onde antes estavam as cópias do Green.

"Uau..." Eu pensei comigo mesmo. "... O Green deve ser popular."

Eu não fiquei chateado. Não pretendia mesmo comprar uma cópia do Green, já que ele não funcionou muito bem da última vez. Dessa vez, eu peguei o Red. Eu já tinha jogado o Blue e já tinha tentado jogar o Green, então dessa vez eu queria algo diferente. Chegamos em casa, eu subi as escadas correndo, e abri a caixa com cuidado, para o caso de nós precisarmos devolver este. Eu tirei o cartucho vermelho da caixa, coloquei no GameBoy e joguei... por horas. Eu joguei Pokémon Red até o sol nascer na manhã seguinte. Até hoje, Red é meu favorito de todos os jogos Pokémon, e uma memória maravilhosa de minha infância. Quanto ao Green, eu o coloquei numa gaveta, e esqueci dele por muitos anos.

Era maio de 2007 quando eu recebi uma cópia de Pokémon Pearl para Nintendo DS. Meu pai, sabendo o quanto eu amo a série, me comprou um, sabendo o quão feliz eu ficaria.

"Muito obrigado, mesmo!" Eu exclamei. Antes que meu pai pudesse pelo menos me responder, eu corri até a casa do meu amigo Billy e mostrei a ele.

"O quê?!" ele disse.

"Minha mãe acabou de me comprar o Diamond!" Ele continuou.

Aparentemente, meu pai e a mãe de Billy planejaram isso por uma semana, sem que qualquer um de nós suspeitasse. Sem mais nenhuma palavra, nós começamos a jogar. Nos sentimos como crianças novamente.

Depois de muitas horas jogando, decidimos reviver nossas infâncias e conversar sobre a geração original de Pokémon.

"Meu favorito sempre será o Red" eu afirmei.

"E o meu, o Blue" Billy disse.

Eu me lembrei da primeira vez em que joguei Red, e então lembrei de algo em que eu não pensava há anos. O jogo que eu joguei antes do Red (ou pelo menos tentei); Pokémon Green.

"O que você acha do Green?" Eu perguntei a Billy. "Você já o jogou?" Billy parecia confuso.

"Muito engraçado."

Agora eu estava confuso.

"O que você quer dizer com 'muito engraçado'?"

Billy parecia irritado. "Você e eu sabemos que não existe nada como Pokémon Green."

"Existe sim!!" Eu disse.

Ele então percebeu que eu não estava brincando.

"Do que você está falando?"

Segundo meu conhecimento até aquele ponto, Pokémon Red, Blue e Green foram lançados ao mesmo tempo, em 1998. Esse último logo foi ofuscado pelo Red e Blue, e por isso eu não ouvi falar muito dele desde meus tempos de criança. Bem, pelo menos era isso que eu pensava.

De acordo com Billy, o maior expert em Pokémon que eu conhecia, Pokémon Green não existe, ou pelo menos não uma versão americana com um Scyther na capa. Determinado a provar que Billy estava errado, eu chamei ele para ir à minha casa e o levei para o meu quarto, onde eu mostraria a ele minha cópia de Pokémon Green. Eu vasculhei minhas gavetas da escrivaninha e até mesmo virei-as de cabeça para baixo, só para ser deixado na mão.

"Onde está? Eu me lembro perfeitamente de ter colocado na gaveta da minha escrivaninha quando eu era criança!"

"Está vendo?" Billy disse. "O Green não existe. Você provavelmente sonhou com isso ou algo do tipo."

Billy foi para casa, mas eu continuei procurando, só para virar meu quarto de cabeça pra baixo por nada. Pokémon Green havia desaparecido.

No dia seguinte, eu acordei, pulei da cama, escovei os dentes e desci as escadas. Lá eu encontrei meu pai, com um enorme café-da-manhã, esperando por mim; o domingo de sempre. Nós comemos e conversamos um pouco sobre esportes e o tempo. Eu decidi que talvez devesse perguntar ao meu pai sobre o jogo, e foi o que eu fiz.

"Aquela coisa velha? Ah sim, eu peguei ele no seu quarto um pouco depois de te comprar o novo, e tentei devolver sem o pacote. Eles tentaram mentir pra mim e me disseram que nunca me venderam aquele jogo. Eu os mandei à merda e saí com raiva. Eles podiam simplesmente ter me dito que precisavam da caixa. Enfim, está na minha cômoda lá em cima. Vou buscar."

Enquanto meu pai se dirigia a seu quarto, eu fiquei pensando. Billy disse que o jogo não existe, e o Walmart disse que nunca havia colocado esse jogo à venda. Isso estava começando a me deixar tenso.

Enfim meu pai desceu as escadas e me entregou o jogo pelo qual eu estive procurando tanto: Pokémon Green.

Eu senti uma temerosa, porém avassaladora vontade de tentar jogar o jogo mais uma vez, então eu peguei meu velho GameBoy e comecei a jogar. Eu teria pedido para Billy desvendar o jogo comigo, mas ele geralmente estava na igreja com a família naquele horário. Eu estava sozinho com meu próprio esforço.

O jogo começou como sempre, com nada além de "CONTINUE" na tela inicial. Eu selecionei, e me encontrei preso no mesmo quarto, preso. Nessa época, sendo mais velho, eu podia prestar mais atenção a cada detalhe. Talvez agora eu pudesse encontra uma saída. Eu decidi apertar start e ver se tinha algum Pokémon. Eu tinha um Scyther (não muito surpreendente), nível 25, sabendo apenas os movimentos STRENGTH, CUT e FLASH. Um Scyther podia aprender todas essas habilidades? Eu fui até meus itens, só para não encontrar nada, e para o meu status de treinador, só para descobrir que eu não tinha nenhum dinheiro, nenhum distintivo, e 0 horas de jogo, o que é impossível. Se eu ainda não tinha alcançado o patamar de estranhamento antes, agora eu tinha.

Eu dei uma boa olhada no quarto para ver se encontrava alguma coisa que eu não tinha visto quando criança. Para meu prazer, eu encontrei. Havia uma pedra no quarto! Quando criança, eu provavelmente pensei que se tratava de uma cadeira ou algo do tipo, considerando que eu nunca havia realmente jogado Pokémon antes. A pedra estava do lado direito do quarto, contra a parede. Naturalmente, eu fiz Scyther usar STRENGTH e eu consegui movê-la. Eu fui até o buraco na parede em cuja frente a pedra estava e apertei o botão A.

Uma caixa de texto apareceu dizendo simplesmente "ESCURO...". Toda vez que eu apertasse A, apenas diria "ESCURO..."

"O que diabos está acontecendo?" Eu pensei por um segundo e lembrei que Scyther sabia FLASH. Eu o usei perto da parede onde a pedra estava. Um caminho foi iluminado. Uma saída aparentemente milagrosa havia sido encontrada! Eu fiquei menos temeroso e mais excitado à medida que eu andava por esse corredor quase sem fim que só tinha largura o suficiente para que meu personagem passasse espremidamente por ele. Eu finalmente cheguei à luz no fim do meu túnel, literalmente, parecendo mais que eu estava saindo de uma caverna do que de uma casa mesmo. Eu caminhei por ela, e onde me levou? Eu fui parar na lateral da minha casa, no que parecia ser Pallet Town. Imagine só, minha casa parecia ter tamanho normal, isenta de qualquer extensão protuberante no lado onde o corredor deveria estar. Isso era estranho, mas eu só ignorei e continuei jogando. Também não tinha como voltar pra dentro da casa, já que não havia portas. Eu dei uma volta pelas redondezas, e descobri que não haviam portas em qualquer dos edifícios. Parecia até uma cidade fantasma, a não ser pelo que parecia ser o Professor Oak em pé em frente ao seu laboratório, onde a porta deveria estar.

Eu tentei falar com ele, mas sempre aparecia uma caixa de texto com "…". Isso me fez sentir na beira de um penhasco, mas eu segui em frente.

A única coisa lógica que eu ainda podia fazer era ir a Viridian City, então eu comecei a andar na direção da grama. Antes mesmo que eu pudesse tocar a grama, o Professor Oak veio correndo por trás de mim.

"O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? É MUITO PERIGOSO PARA VOCÊ E SEU POKÉMON!"

Uma sequência de batalha começou. Eu realmente ia batalhar com o Professor OAK? Com certeza, eu ia. O sprite de Oak estava estranho. Ele estava olhando para o chão, e a expressão em seu rosto fazia parecer que ele tinha sérios problemas, de alguma maneira. Oak mandou um Squirtle de nível 5, e eu obviamente mandei meu Scyther nível 25. O sprite do Squirtle parecia com o de Oak, cabisbaixo e com problemas.

Eu o venci rapidamente, e Oak disse "NÃO VÁ!!!" Ele então mandou, sem surpresa, um abatido Charmander de nível 5. Eu também o venci rapidamente. Oak gritou novamente "NÃO VÁ!!!" Ele então mandou um igualmente cabisbaixo Bulbasaur, de nível também 5. Eu ganhei dele, e a batalha acabou, mas antes Oak se aproximou da tela mais uma vez para dizer pela última vez: "NÃO VÁ!!!"

O Professor Oak permaneceu perto da grama, silencioso, enquanto eu caminhava em direção a Viridian City. Uma vez que ele estava fora de vista, uma caixa de texto apareceu, provavelmente de Oak, dizendo: "EU IMPLORO! NÃO SAIA! VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR VOLTAR!"

Paralisado pelas palavras de Oak, mas inquieto pelo terror do que eu agora estava convencido que era um jogo hackeado, eu me dirigi a Viridian City.

Antes que eu pudesse chegar ao meu destino, a luz que iluminava meu caminho desapareceu. Foi ficando mais e mais escuro, até ficar tudo completamente preto. Assim que escureceu totalmente, eu fui de encontro a um Pokémon selvagem. Daqui para a frente, eu vou me referir a esse Pokémon como "O Invisível". Estava no nível 100, e não tinha um sprite ou um nome. Eu não conseguia lutar com ele, porque toda vez que eu escolhia um dos movimentos de Scyther, o jogo diria "Scyther está muito assustado pra se mover".

Eu fugia da batalha e tentaria me mover, mas eu acabaria esbarrando no Invisível antes mesmo que eu pudesse dar um único passo. Eu estava preso. Isso aconteceu por mais umas cinco vezes até que eu decidi parar e pensar um pouco.

"Hum... e se eu usar o FLASH?"

Eu fiz Scyther usar o FLASH, só para encontrar meu caminho para Viridian City fracamente iluminado em um tom de verde escuro. Eu continuei, e o Invísivel parecia ter desaparecido.

Eu finalmente cheguei a Viridian City, ou pelo menos em sua versão verde escura e pouco iluminada. Quando eu coloquei meus pés nas cidade, uma caixa de texto apareceu dizendo "VIRIDIAN CITY  - FIQUE PARA SEMPRE E APROVEITE O GINÁSIO". Mas que porra? Fique para sempre, aproveite o ginásio?

Eu tentei voltar por onde tinha vindo, mas havia uma parede invisível. Eu tentei caminhar para a frente, só para encontrar outra parede invisível nos limites da cidade. Oak estava certo; eu jamais poderia voltar, ou sair de Viridian City. Eu me acalmei um pouco, e explorei a cidade. Assim como em Pallet Town, os edifícios não tinham portas, à exceção do ginásio. A única pessoa na cidade era o velhinho que te ensina a capturar Pokémons. Evitando o velho, o qual eu achava assustador até nos jogos Pokémon normais, eu tentei o ginásio. Estava fechado.

Eu andei pela cidade inteira. Inevitavelnente, eu tinha que falar com o velho para progredir. Relutante, eu o fiz.

"Ei! Então você quer capturar Pokémons? Você quer se tornar um Mestre Pokémon, vencer os poderosos treinadores na Liga Pokémon e desfrutar de uma eterna vida de solidão?"

Foi então dada a mim uma escolha entre "SIM" ou "NÃO". Eterna vida de solidão? Eu escolhi "NÃO".

"Bem, então fique para sempre e aproveite o ginásio!"

Mas que diabos? Eu não podia aproveitar um ginásio fechado.  Eu falei com ele novamente para encontrar o mesmo texto, mas dessa vez escolhi "SIM".

Ele disse "Bem, então você está no caminho para se tornar o que sempre sonhou, mas, primeiro, venha comigo. Eu vou te apresentar a um verdadeiro Mestre Pokémon!" Então ele me levou ao ginásio e ficou em pé perto da entrada. Eu tentei falar com ele de novo, mas não funcionou. Eu deduzi que ele não ia me apresentar a ninguém. Tentei o ginásio de novo. Dessa vez eu podia entrar.

Eu estava meio nervoso, mas pensei comigo mesmo: "É só um jogo hackeado feito por algum funcionário mentalmente instável da Game Freak, ou algo do tipo." Apenas parte de mim acreditava naquilo, enquanto o restante de mim achava que aquele jogo era mais sinistro que aquilo. Eu esperava que este último estivesse errado.

Encontrei meu personagem na escuridão total. O ginásio estava totalmente preto. Eu fiz Scyther usar FLASH, e o quarto foi fracamente iluminado num tom de verde escuro, como eu já esperava. O ginásio não se parecia em nada com o complexo labirinto que era no Red. Aqui, era apenas um quarto pequeno. No fundo do quarto, estava o que parecia ser Giovanni. Eu caminhei até ele e pressionei A.

Ele disse "Infelizmente, é aqui que sua jornada Pokémon termina. Não há nada depois desse ponto, e você vai ficar para sempre nesse quarto. Sinto muito."

"O quê? Então é isso? Não pode ser." Eu pensei enquanto andava pelo quarto múltiplas vezes e tentava sair, mas não conseguia. Eu fiquei ali, sentado e desapontado. Por mais arrepiante que o jogo fosse, eu sentia uma fortíssima necessidade de terminá-lo. Depois de alguns instantes, eu tentei falar com Giovanni novamente.

Dessa vez ele simplesmente disse: "Eu sinto muito."

Todas as vezes que eu falasse com ele, tudo que ele diria era "Eu sinto muito."

Tentei falar com ele pela lateral, mas não funcionou. Eu então tentei falar com ele por trás, no espaço exatamente anterior à parede.

Ele se virou e disse "Eu sinto muito. Muito mesmo."

Uma sequência de batalha começou. Finalmente, produtividade.

"GIOVANNI não tem escolha!" apareceu na caixa de texto, no lugar do usual "GIOVANNI quer batalhar!" Eu estranhei, mas passei por cima como fiz com cada coisa estranha que encontrei nesse jogo. A batalha havia começado.

"GIOVANNI mandou" era tudo que a caixa de texto seguinte dizia, e o Pokémon que ele mandou era ninguém menos que o Invisível de nível 100. Eu novamente mandei o Scyther para enfrentar o que eu podia apenas supor que era um Pokémon. Dessa vez eu podia realmente lutar. Toda vez que o Invisível usasse um movimento, diria apenas "usou..." e nada aconteceria. Toda vez que eu usasse STRENGTH ou CUT, eu erraria - cada vez, então aquela batalha não ia acabar nunca. Finalmente eu decidi usar FLASH. O que sucedeu foi bem inesperado.

O Invisível ficou visível. O Pokémon era nada mais, nada menos que um Scyther, mas uma versão mais sombria, assemelhando-se ao tom de verde escuro do restante da cidade. O sprite também era estranho. Eu apenas posso descrevê-lo como sinistro - maligno, eu acho. Nós lutamos. Meus movimentos não falharam mais, mas eles faziam pouco efeito num Scyther nível 100. A versão sombria do meu Pokémon agora sabia os movimentos do meu Pokémon também, e, depois de ele usar CUT 2 vezes, meu Pokémon foi derrotado. Giovanni veio à tela mais uma vez para dizer "Eu sinto muito."

Eu então estava de volta ao ginásio, muito embora meu único Pokémon estivesse desacordado. Eu chequei, e Scyther realmente tinha 0 HP. Eu andei até Giovanni e falei com ele pela última vez.

Foi isso que ele disse "VOCÊ PRECISA ENCONTRAR UMA SAÍDA! Ele tem controle sobre todos nós! Você vai se tornar outra vítima! Tem uma porta..."

Sua fala foi cortada por um animação. A animação era do Scyther sombrio agarrando Giovanni por trás. Eu encarei a imagem por um tempo. Giovanni parecia tão assustado que me deu dor no estômago. Depois de uns 3 minutos, a imagem desapareceu e eu estava de volta ao ginásio. O quarto era o mesmo, mas Giovanni havia sumido. Eu tentei sair, mas assim que cheguei à porta, outra animação começou. Era a mesma anterior, mas, no lugar de Giovanni, era o meu Scyther que estava nas garras de sua versão sombria. Depois de alguns minutos, a animação continuou e meu Scyther foi cortado em pedacinhos. Mesmo com a qualidade ruim da imagem, ela me introduziu uma alta dose de terror.

A animação terminou e cortou para uma imagem da cabeça do meu Scyther, parecendo tão assustado no meio daquela escuridão, e uma caixa de texto apareceu. "Você falhou."

Nesse ponto o jogo congelou.

Perturbado, eu tirei o cartucho do meu GameBoy e o joguei na parede. Eu desci as escadas correndo e bebi um copo de água. Depois de me acalmar, eu chamei Billy e o fiz vir à minha casa. Eu precisava que alguém mais tivesse essa experiência. Não preciso nem dizer que eu estava surtado. Billy até que veio bem rápido.

"O que é? O que aconteceu?"

Eu dei o máximo de mim para explicar tudo, e ele apenas riu.

"Ah, claro." Ele disse.

Eu disse a ele que provaria. Subi as escadas correndo, peguei o cartucho no chão, desci correndo e mostrei a ele. Ele não estava impressionado.

"Quanto tempo você demorou para fazer isso?" Eu já estava ficando irritado nesse ponto.

"Eu não fiz! É real! Jogue. Você vai ver."

Eu dei a ele meu GameBoy e ele inseriu o cartucho. Ele o ligou, e nada aconteceu. Ele tirou o cartucho, soprou, mas sem resultado. Não funcionava mais.

"Eu devo ter danificado quando joguei na parede." Billy riu novamente. "Você me convenceu por um segundo."

Então ele foi embora para casa, enquanto eu fiquei sentado lá, ainda pensando no que havia acontecido momentos antes de Billy chegar.

Eu pensei alto "Giovanni disse que havia uma porta... talvez eu devesse ter procurado por uma, e não tentado sair."

Mas meus pensamentos eram inúteis, porque desde esse dia eu não consigo mais fazer o cartucho funcionar. Eu queria ter procurado uma porta e evitado ver aquela animação. De algum modo, ela me traumatizou, e eu não tenho sido o mesmo desde então.

Como você pode ver abaixo, eu ainda tenho o cartucho, e eu o escaneei usando minha impressora, para que você possa ver de perto com o que se parece. Eu sei que está um pouco borrado, mas foi o melhor que eu pude fazer. Esse jogo é real.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Fotos do passado

Muitas pessoas guardam fotografias antigas em locais que parecem estranhos à maioria das pessoas. Minha avó mesma mantinha fotos de amigos e vizinhos em seu velho closet. De qualquer jeito, algumas dessas fotos são deixadas para trás de tempos em tempos. Os donos das casas morrem, outras pessoas se mudam para suas casas e as fotos permanecem lá. Algumas fotografias mostram lugares, tempos ou coisas que importam. Outras fotos são imagens aleatórias que saíram boas. Outras, que saíram ruins. Mas pelo menos uma das fotos é, sem dúvida, de uma pessoa morta.

Minha avó tinha uma fotografia dela mesma, deitada na cama em que morreu, parecendo inacreditavelmente envelhecida. Na minha própria casa, eu encontrei uma foto de um dono anterior com uma faca na mão. O corretor que me vendeu o lugar me contou que o antigo dono da casa foi morto pela esposa.

Toda casa tem fotos como essa. Reze para não esbarrar na sua.

Fonte: Creepy Tales
Tradução e adaptação: Capitu

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Juntas para sempre


Era mais um daqueles mesmos dias quentes de verão, o sol se punha mais tarde do que de costume como sempre na epoca. Eram desses dias que eles gostavam de sair, milhares de crianças saiam livres a correr pelas praças e quadras locais para jogar juntas, nenhuma delas tinha mais que 12 anos, e, devido á tranquilidade do bairro, desde que fossem juntas, os pais estavam de acordo para deixa-las irem sozinhas; ainda que geralmente um adulto ou outro as supervisionassem, so para por cuidado de alguma delas se machucar ou começarem a brigar.

Em meio áquelas crianças, se destacavam duas, ou melhor dizendo, duas em uma, as gemias Luci e Wendy, elas eram adoraveis, identicas, com longos cabelos compridos e cacheados loiros que chegavam até a sua cintura, rostos finos e delicados com maçãs do rosto rosadas, sorrisos ativos, até mesmo a forma com que ambas se vestiam era a mesma: um vestido de cor turquesa que eram a cor favorita de ambas, a unica coisa que as diferenciava porém eram seus olhos, enquanto Luci tinha olhos castanhos claros, Wendy tinha os olhos azuis que herdara de sua mãe. 

As duas eram muito queridas por todos seus colegas, a maioria frequentava a mesma que elas, e mesmo os que não o faziam eram amigos delas, as duas tinham exelentes habilidades sociais, conversavam com todos, desde os mais novos até os mais velhos sem nunca lhes faltar com o respeito. Eram motivo de orgulho tanto no colegio como entre a familia. Elas estavam sempre juntas.
Nesse mesmo periodo de verão, logo veio o recesso de escola para elas, as tão esperadas férias de julho, permaneceram ansiosas até o soar do sinal que as liberava definitivamente do periodo escolar. Faltavam poucos minutos, o professor de ciencias humanas, George, estava terminando os ultimos apontes quando o sinal tocou. Todas as crianças da sala sairam correndo sem nem aguardar a saida do professor, as ultimas a sairem foram as irmãs gemeas. 
Luci teve de parar para amarrar o cadaço de seu sapato enquanto Wendy a esperava, elas aprenderam desde pequenas a nunca separarem-se uma da outra "É mais seguro se elas ficassem juntas", seus pais diziam.

"Uma sempre espera a outra, não é?" O professor comentou. Ambas olharam para ele e balançarama a cabeça positivamente, com um leve sorriso.

"Wendy é minha melhor amiga" Luci diz sem pestanejar, das duas, ela sempre foi a mais energetica.

"E Luci é a minha" Wendy disse terna como sempre, era mais calma que Luci, mas ao mesmo tempo se gabava um pouco por ser a mais velha por 3 minutos.

O Professor George sorriu infantilmente enquanto observava as irmãs guargando seus materias e indo de mãos dadas para casa.

"Tenham cuidado, não falem com estranhos" ele advertiu. 

"Nós teremos professor" Wendy disse primeiro, logo Luci reafirmou a frase da irmã e as duas foram para casa ansiosas pela tarde para poderem ir ao parque.

A tarde chegou logo assim como a animação das meninas, estavam felizes mais do que nunca pela chegada das férias, logo depois de uma curta despedida de seus pais elas sairam de casa a se juntar com seus colegas de classe na quadra. Não demorou mais que 15 minutos para ambas chegarem ali, já havia uma quantidade consideravel de crianças lá, brincando. Luci e Wendy se entreolharam pensando no mesmo e correram en desparada até o balanço, como só havia um disponivel elas combinaram de revisar a vez enquanto a outra empurrava, a primeira foi Luci.

"Não é justo" protestou Wendy.

"Papel ganha da pedra" Luci disse simplemente e sentou-se, Wendy não protestou mais e começou a empurrar a irmã. Mas assim que o outro balanço vicou livre Wendy o ocupou e as duas se divertiam enquanto conversavam.

"Olá" disse a voz conhecida se aproximando delas, elas pararam e viraram-se sem sairem de seus lugares.

"Olá Professor George" disse Luci.

"Boa tarde" complementou Wendy.

George sorriu. "Se divertindo?" Perguntou.

"Muito" as gemias respondem rindo.

"Vocês querem que em empurre vocês?" 
Wendy e Luci acenaram dizendo que sim. Elas sabiam que o professor vivia perto do parque e achavam que era muito gentil da parte dele se oferecer para brincar com elas. 

O tempo pareceu pasar muito rápido depois da chegada de George no local, ele começou a brincar com todas as crianças de varias brincadeiras, até fazendo alguns truques de magica, o que todos adoraram instantaneamente, a maioria não tinha ideia de como o professor podia ser legal.

"Vocês tem o melhor professor do mundo!" Exclamou um dos meninos, Tomás.

"Nós sabemos!" Devolveram as gemias.

"Já esta ficando tarde" alertou George olahndo para seu relogio "Acho que é melhor vocês irem para casa crianças". Depois de um pouco de protestos as crianças realmente viram que já estava ficando tarde e se despediram umas das outras. As gemias estavam a ponto de voltarem para casa tambem quando Luci sentiu uma mão em seu ombro, voltando o corpo para a direção viu que era o professor. Wendy copiou seus atos.

"Querem que eu leve vocês para casa?" Ele perguntou sorrindo "Já esta bem tarde"

Wendy olhou para Luci que retribuiu o olhar, as duas estavam um tanto inseguras em relação a isso, mas caminhar até a casa tambem parecia pouco convidativo, as duas estavam muito cansadas de tanto correr e brincar com os demais e George, e como ele não era um estranho, depois de pensar, ambas aceitaram a carona. George as conduziu até seu carro e pôs o cinto nas duas, que seguiram de mãos dadas no carro, o professor ligou a radio e começou a dirigir.

"Obrigada pela carona senhor" agradesceu Wendy.

"Sim, valeu" Luci disse depois.

"É um prazer minhas queridas" George sorriu enquanto parava no sinal vermelho. "Sabe, gosto muito de vocês duas, são otimas alunas" As gemias sorriam do comentario e buscaram ver o professor pelo retrovisor, ele tambem as observava. "Vocês são univitelinas, não?"

"O que?" Luci perguntou confusa, olhou para sua irmã mas ela parecia tão confusa quanto ela.

"Quer dizer, identicas" o professor exclareceu.

"Sim" Wendy disse

"Sem duvida alguma" Luci complementa

"Uma é o retrato da outra..." George comenta, assim que o sinal abre ele arranca o carro. "Vocês sabiam que é muito raro isso acontecer?" Ambas negaram. O professor sorriu. "É um gene raro, precioso".
 
Luci olhou pela janela, aquele não era o bairro delas.
"Senhor..." Ela disse temerosa. "Nossa casa não é por aqui". George não respondeu, continuou dirigindo.

"Ela tem razão" Wendy disse. Outra vez, George não respondeu.

"Professor?" Luci se aproximou do homem que estava dirigindo tendo que tirar o cinto de segurança para isso, qundo ela o fez, o carro parou abruptamente a fazendo cair para frente, desmaiada no chão do carro.

"Luci!" Wendy tratou de correr a socorrer sua irmã, mas antes que pudesse fazer algo, George a pegou, Wendy nunca esqueceria aquele olhar que ele tinha, não era o mesmo que dava aulas, era outro, malicioso, doentio, tinha algo errado, ela sintia. Ele pegou Luci com violencia e a atirou no banco de trás. 
Wendy não pensou duas vezes antes de tirar o cinto e abrir a porta, o carro estava começando a andar outra vez. Ela conseguiu pegar o corpo de sua irmã e saltar do carro, perto de uma ladeira, ambas cairam rolando no asfalto até se chocarem com um muro. Wendy foi a primeira a levantar o olhar, mas so para ver o professor colocando um pano com cheiro estranho que cobria o seus nariz e boca. Ela apagou.

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Quando Luci acordou, ela estava amarrada por mãos e pernas, mas de pé, cada corda amarrava ela a uma extremidade em diferentes direções. Ela estava confusa, olhou rapidamente para os lados á procura de sua irmã, e a encontrou ao seu lado, na mesma situação, naquela sala suja e escura, cheia de infiltração.

"Wendy? Wendy!"

"Isso é inutil" passos emergiram das sombras revelando ser quem ela não suspeitava, George.

"Professor?!" Ela disse incredula. Tentou se soltar mas as cordas estavam muito apertadas e o maximo que ela consegiu foi machucar-se mais.

"Resistir é inutil minha cara" George se aproximou de uma caixa com aparelhos medicos, ele estava com luvas e mascara. Ele retirou uma seringa da caixa com um liquido extranho.

"O-O que você vai fazer?" Luci começou a chorar naquele ponto, estava desesperada. 

"Você vai ver" ele disse aproximando-se de Wendy.

"Não! Não! Wendy não!" Ela gritou com dificuldade, estava chorando muito, as lagrimas cortavam-lhe o pouco ar que lhe sobrava nos pulmões.
George parou e encarou-a. "Calma querida" ele sorriu macabramente o que não fez nada mais que causar mais choro de Luci, o professor se aproximou dela lentamente e tomou-lhe pelo queixo. "Não estou fazendo nada mais que meu trabalho"

"T-Trabalho?" Luci manejou falar, as lagrimas não paravam de brotar de seus olhos.

"O que todo o cientista de e fazer..." ele disse "...experiencias" ele riu "Não se preocupe, você e sua irmã agora estarão juntas, para sempre"

Luci não teve tempo de pensar, sentiu a agulha em sua pele e depois sua visão ficou preta.

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George suspirou sentando-se em seu sofá na sala com uma prancheta em mãos, os resultados de sua pesquisa não haviam sido bons, o que o decepcionava profundamente, na teoria o experimento deveria dar certo e o especime seguir vivo, mas não foi assim. Ele estava desconsolado.

Se dirigiu a cozinha a preparar seu jantar, sopa enlatada como sempre, quando ele ouviu um barulho, nada muito alto, ele resolveu ignorar, provavelmente era aquela peste do cachorro do vizinho.

'Da proxima vez pego esse cachorro maldito' ele pensou.

Mas o ruido continuou, parecia como o arrastar de algo no chão de madeira, aquilo concerteza não poderia ser obra do cachorro do vizinho, mas quando ele se virou, quase saltou de susto.

"Funcionou..." Ele sussurou a si mesmo. Ali frente a ele estava sua criação: Wendy e Luci, juntas, literalmente. Metade do corpo de Luci e metade do corpo de Wendy, costurados formando somente um corpo, uma unica pessoa, uma pessoa nova. A linha usada para costurar ainda estava ali sujando os vestidos das duas de sangue, o mesmo sangue que escorria pelos braços machucados das meninas, e o mesmo sangue que empapava a corda que ainda estava presa no pulso de ambas. Aqueles olhos que agora fitavam o professor com um despreso e odio sobre humanos, com uma raiva quase que animalesca tomando o lugar onde uma doce expressão jazia ali a pouco tempo atrás, os olhos tão claros de brilhavam com a luz da lampada pareciam que queima-lo de dentro para fora, sendo em parte encobertos por mechas daquele cabelo loiro agora tingido um pouco de vermelho tinto. Ele esfregou os olhos para ter certeza do que via.

Quando olhos outra vez, ela havia desaparecido, quando George resolveu tomar uma ação para comprovar a realidade dos fatos que acabaram de lhe acontecer que notou. Ali, enrolado delicadamente em seu pescoço, uma corda suja de sangue.

Um sussuro unisonoro de duas vozes quase identicas veio de suas costas.


"É hora da revanche"


terça-feira, 26 de novembro de 2013

BEN DROWNED - Majora's Mask


Parte III

Ei, pessoal! “Jadusable” aqui. Esta será a última vez que vocês saberão de mim, e este é meu último presente para você – estas são as notas que tomei e as realizações que eu fiz. Antes de me aprofundar a isso, quero te agradecer principalmente por ter me seguido e me ouvido durante tudo que tem acontecido; parece que o peso de uma carga poderosa está prestes a ser levantada. Pelo tempo que você ler isso, eu não estarei mais por perto, mas depois de passar quatro dias com este jogo totalmente enlouquecedor, comecei a entender o que está realmente em jogo aqui, e espero que depois de ler isto, possamos assegurar que isso nunca aconteça novamente.

Teve coisas que eu não pude compartilhar com vocês enquanto tudo isso acontecia, devido às circunstâncias em que irei explicar a seguir. Com o Ben bloqueando qualquer tentativa que fiz para tentar transmitir a verdade para vocês, eu tentei, de verdade, avisá-los de várias maneiras. Em meio ao caos e ao meu delírio, criei um padrão quase não perceptível em meus vídeos. Em todos os cinco vídeos que gravei durante os quatro dias, eu tenho ou a “Mask of Truth”, interagida com uma Gossip Stone, ou a “Lens of Truth” equipada em algum ponto. Para os fãs mais hardcores de Zelda, estes são todos os símbolos de honestidade e confiança, e eu espero que algum de vocês possa ter entendido a mensagem. Enquanto jogava o arquivo que eu nomeara de “BEN”, lembrando de como Ben estava observando a cada movimento meu naquele jogo, fiz o possível para evitar fazer qualquer coisa demasiado óbvia, mas ainda assim, consegui mandei uma mensagem escondida para vocês – eu nunca equipei o Lens, nem a máscara. Isso funcionou, e finalmente consegui carregar os vídeos com sucesso. Rezei para que alguém notasse o padrão não se aplicava ao BEN.

As tags também seguiram o mesmo exemplo, e eu espero que vocês tenham prestado atenção a esses também. Eles eram minhas pequenas mensagens para vocês – pequenas o suficiente para que nada chamasse a atenção de Ben ou que o fizesse suspeitar de qualquer coisa – e com Ben manipulando e alterando todos os meus arquivos, eu sinceramente espero que o que vocês viram ao menos chegue perto do que realmente aconteceu. Infelizmente, não há nenhuma maneira para que eu saiba isso.

Esta pode ser uma grande leitura, e eu também não tenho tempo para corrigir meus textos ou de deixar toda a minha pesquisa perfeitinha. Mas aqui estão:

06 de Setembro de 2010

23:00 – Eu não posso acreditar no que aconteceu aqui. Não tenho certeza se isso é algum tipo de fraude ou truque, apesar do medo que estou sentindo, o que só me deixa cada vez mais excepcionalmente curioso sobre isso. QUEM ou O QUE é a estátua? Um monte de perguntas aqui. Estou fazendo este documento como um “diário”, para que eu possa me manter atualizado de tudo. Estou digitando um resumo do que aconteceu para que eu possa voltar a ele mais tarde.

07 de Setembro de 2010

02:10 – (Sumario sobre o vídeo fourday.wmv foi postado aqui. Você pode revê-lo nas outras partes).

04:23 – Não consigo dormir. Tenho tentado tanto, mas quanto mais eu tento, mais fico agitado e assustado. Eu sinto que a estátua está aparecendo para me observar sempre que eu fecho meus olhos.

08:20 – Não dormi nada, e meu dia só está começando. Eu não acho que tenho energia para ir pra aula hoje. Vou dirigir de volta para falar com aquele velho, junto com meu amigo Tyler, caso algo aconteça.

13:18 – Acabei de voltar para o meu quarto. Nenhum sinal do velho. O mais estranho é que ele parece que está de mudança para dia seguinte, mas talvez a placa de “À venda” já estivesse lá ontem mesmo e eu só não havia percebido. Tyler quer saber o que me deixou tão desesperado para irmos lá, mas eu não lhe disse. Estou indo almoçar, me sentindo um merda total.

15:46 – Poderia jurar que enquanto dirigia de volta da Subway, eu vi a estátua de Elegy no meio de alguns arbustos, simplesmente me olhando passar. Agora eu realmente, definitivamente preciso descansar.

17:00 – Não acho que muitas pessoas iriam acreditar em mim se eu lhes dissesse o que está acontecendo, então vou tentar postar isso na internet. Acho que vou usar apenas o sumario, estas notas estão muito esporádicas.

18:00 – Conectei minha placa de captura em meu computador para carregar os vídeos. Pensei que o meu computador havia congelado por um segundo, fez um som muito estranho quando o liguei, mas agora parece estar funcionando normalmente. Meu computador não pode me desapontar, principalmente agora.

19:00 – Os vídeos acabaram de carregar. A qualidade está muito melhor do que eu achava que estaria. Caramba, eu acho que esse realmente é um cartucho muito especial, nunca parei para pensar nisso antes.

20:45 – Pensei ter visto um ícone que parecia ser o rosto da estatua aparecer no meu desktop por uma fração de segundo. Me deu um puta de um susto. Estou ficando realmente nervoso e delirante sobre isso, e acho que vou capotar depois disso.

21:00 – Acabei de iniciar o envio do meu vídeo na minha outra conta do Youtube.

21:03 – Eu realmente não me lembro de ter enviado um vídeo do jogo Vampire: The Masquerade: Bloodlines no ano passado. Esta é provavelmente a conta que eu compartilhei com um amigo meu no verão passado. Espero que ele não se importe que eu use esta conta para enviar meus vídeos.

21:55 – Postando meu sumario do Day Four, junto com um link para o vídeo do Youtube. Vou tentar ficar acordado, mas estou tããããão cansado agora.



08 de Setembro de 2010

10:48 – Eu tive um sonho sobre a estátua. Sonhei que ela estava me seguindo em meu sonho, que eu estava cuidando da minha vida, quando senti os pelos de meu pescoço se arrepiarem. Então eu me virava, e aquela coisa… aquela estátua horrível e sem vida, estava olhando diretamente para mim com aqueles olhos vazios, apenas centímetros de distância. No sonho, me lembro de chamá-lo de Ben, e eu nunca havia tido um sonho que eu podia me lembrar tão vividamente assim.

11:21 – Eu realmente não quero jogar aquele jogo novamente. Acho que vou voltar para ver se aquele velho está em casa, ao invés disso.

13:35 – Nem sinal do velho, mas eu tive uma conversa interessante com o seu vizinho. Vou postar a coisa toda em meu resumo de meu vídeo de hoje à noite. Ainda vou esperar um pouco para ver se consigo descobrir mais alguma informação sobre esse tal de Ben.

14:45 – Eu tenho tido muitas dores de cabeça aleatórias, devido à falta de sono e ainda por cima continuo a ouvir essa porra de música na minha cabeça. Aqui também está em temporada de gripe, então preciso ter muito cuidado para não ficar doente. Meu sistema imunológico vai ficar uma merda agora por causa dessas viradas de noite.

15:02 – Meu computador simplesmente… por conta própria… abriu um documento de texto e escreveu as palavras “Olá” e “www.cleverbot.com” por si só. Que… porra… é essa…

15:46 – Entrei naquele site, e é um daqueles sites de “bate papos automáticos”. Eu acho melhor deixar a conversa falar por si só:

8/9/10 – Conversa

Usuário: Olá? 
Cleverbot: Olá. 
Usuário: Quem é você e como consegue controlar o meu computador? 
Cleverbot: Quem sou eu? 
Usuário: É claro, esqueci. Você é só um robô. 
Cleverbot: Você realmente acha isso?
Usuário: Escute, eu sei que quem está fudendo com meu computador pode ver a minha tela agora. 
Cleverbot: Sim. 
Usuário: Claro, e eu aposto que você é uma daquelas crianças idiotas que pensam que são os fodões. Você sabe que o que está fazendo agora é ilegal, certo? 
Cleverbot: Verdade? 
Usuário: Não, imagina… Você está familiarizado com os termos “Invasão de privacidade?” Dê o fora de meu computador, garoto. 
Cleverbot: Eu sou o seu computador. 
Usuário: História legal. Enfim, eu estou chamando o DPS agora. Você escolheu uma péssima hora pra mexer comigo, criança. 
Cleverbot: Então eu devo esperar até que você jogar o jogo? 
Usuário:… O quê? 
Cleverbot: O jogo. 
Usuário: Majora’s Mask? 
Cleverbot: Sim. 
Usuário: Como é que você sabe sobre isso? 
Cleverbot: Porque… 
Usuário: Porque o que?! 
Cleverbot: Eu fiz isso. 
Usuário: Fez o quê? 
Cleverbot: Eu joguei com você. 
Usuário: Mas que porra é essa?! 
Cleverbot: Você ficou com medo? 
Usuário: Quem diabos é você? 
Cleverbot: Ben. 
Usuário: A estátua? Você está dentro do meu computador agora?! 
Cleverbot: Sim. 
Usuário: Como? 
Cleverbot: Você me conectou. 
Usuário: Como diabos eu te conectei? 
Cleverbot: Cabos e cordões. 
Usuário: Como? 
Cleverbot: Conte-me sobre você. 
Usuário: O quê? 
Cleverbot: Conte-me sobre você. 
Usuário: O que você quer dizer? 
Cleverbot: O que realmente assusta você? 
Usuário: Que porra é essa? 
Cleverbot: Responda. 
Usuário: Não. 
Cleverbot: Responda. 
Usuário: Que porra é essa, caralho!? Como diabos você abriu isso sozinho? 
Cleverbot: Eu sou o seu computador agora. 
Usuário: Quanto você pode controlar? 
Cleverbot: Tudo. 
Usuário: O que você quer de mim? 
Cleverbot: Me divirta. 
Usuário: Você está preso ai dentro. Não pode me machucar. 
Cleverbot: Ha. 
Usuário: ? 
Cleverbot: Vá jogar. 
Usuário: Não, você não pode me machucar. 
Cleverbot: Você demorou mais tempo para escrever isso. 
Usuário: E daí? 
Cleverbot: Você não tem certeza. 
Usuário: Se é tão poderoso, por que usar um site ridículo como este para se “comunicar” comigo. 
Cleverbot: Menos confuso. Mais estruturado. Divertido. 
Usuário: Divertido? 
Cleverbot: Sim. Tradição. Eu gosto disso. 
Usuário: Você acha isso engraçado? 
Cleverbot: Divertido. 
Usuário: E as minhas notas? 
Cleverbot: Você pode escrevê-las. 
Usuário: Por que você está me deixando? 
Cleverbot: É divertido ver o que você pensa de mim.

(Janela fecha)



15:50 – O que foi que eu fiz? Convidei-o para o meu computador. Eu continuo a escrever estas notas e sumários, e eu sinto que sou um prisioneiro em meu único lugar de segurança. Eu não sei, não sei se estou alucinando ou não. Sinto que estou ficando louco pra caralho agora. Posso senti-lo, olhando por mim, até mesmo enquanto escrevo isso. Ben está controlando tudo no jogo – brincando comigo, me guiando como uma ovelha, mas por quê? Qual o propósito? Eu sei que Ben se afogou, mas pra que essas assombrações? Que diabos estou fazendo, ele provavelmente deve estar lendo isso agora mesmo.

16:35 – (Sumario do meu video BEN.wmv)

19:18 – BEN me chamou para conversar pelo Cleverbot novamente. Ele me disse que está arrependido, e que quer ficar livre. E que eu posso libertá-lo, que assim como ele entrou em meu computador a partir da placa de captura, ele pode se espalhar, mas precisa da minha ajuda. Ele disse que eu sou especial porque posso ajudá-lo. Essa é a primeira coisa boa que me disse. Ele prometeu me deixar em paz se eu fizer isso. Ele jura que vai. Eu não sei o que pensar agora, como eu posso mesmo confiar nesta coisa?

19:20 – Estou aterrorizado com isso, mas agora ele está dizendo que estava apenas se divertindo. Sua versão retorcida e fudida de diversão. Ele está dizendo que o jogo acabou. Eu realmente quero que acabe. Ele disse que só quer ser livre, que está preso no cartucho e em meu computador, e que quer ser liberado. Eu não quero mais mexer com esta merda, não sei quanto tempo mais eu posso lidar com toda essa observação. Isto está observando cada movimento meu, cada letra que eu digito aqui, não tenho mais nada que seja privado. Ele sabe tudo que está em meu computador. Ele diz que se quisesse, poderia fazer coisas horríveis para mim, e eu sinto que devo acreditar nele.

20:01 – Algo me diz que eu estou sendo jogado novamente, assim como no jogo.

21:29 – BEN me chamou para conversar naquele Cleverbot novamente. Eu ignorei e fui tomar um banho. Quando voltei para o meu laptop, fui recebido com uma imagem horrível da estátua de Elegy me olhando com aqueles olhos mortos. Eu não quero falar com ele.

21:44 – Vai se fuder, Ben. Não vou falar com você.

21:56 – Vai se fuder, Ben. Não vou falar com você.

22:06 – VAI SE FUDER, BEN! Não vou falar com você.

22:12 – VAI SE FUDER, BEN! Não vou falar com você.

22:45 – Já faz mais de meia hora até que as mensagens pararam. Ben parou. Estou começando a pensar que Ben não se limita apenas ao meu computador /cartucho. Estou sentindo alguma coisa estranha. É difícil explicar isso, nunca fui espiritual, mas definitivamente há algo muito diferente no meu quarto agora.

23:42 – Estou começando a ver a estátua de Elegy aleatoriamente, enquanto pesquisava na internet em lugares que eu não deveria. Lugares onde ele não deveria estar – eu começo a rolar a barra de rolagem para baixo, e de repente estou olhando para uma foto da estátua de Elegy. SEMPRE a porra da estátua de Elegy. Realmente não sei quanto mais eu consigo agüentar.

09 de setembro de 2010

00:35 – Meu maiores medos se confirmaram – Ben andou mexendo e apagando partes do meu sumario do video BEN.wmv. Olhei para o resumo que eu postei em vários fóruns, e notei que varias partes foram apagadas. Não há menção de o Ben existir fora do jogo. Não há menção sobre as Crianças de Lua. Como ele poderia ter sido tão rápido em apagar minhas postagens sem eu ao menos notar? Estou pensando na possibilidade de que, enquanto eu estava postando tudo, na realidade, Ben estava postando a sua própria versão modificada. Vou perguntar a ele por que fez isso.

00:50 – Ele não está me respondendo no Cleverbot… Está apenas dando as respostas genéricas que o site normalmente faz. Só estou conversando com o programa neste momento.

01:24 – Acho que Ben está bravo comigo.

10:43 – As Crianças da Lua apareceram em meus sonhos na noite passada… Levantaram suas máscaras para revelar seus rostos horrivelmente desfigurados – vermes rastejando para fora de seus orifícios, buracos negros onde seus olhos deveriam ser, e um sorriso amarelo horrível que crescia lentamente à medida que chegavam mais perto de mim. Diziam-me que queriam brincar. Tentei correr deles -, mas as quatro crianças me prenderam no chão com uma força surpreendentemente grande. Acima deles, estava o Vendedor de Máscara Feliz, dizendo que tinha uma nova máscara que ele queria que eu experimentasse. Então de repente, fazendo movimentos bruscos igual ao que fazia normalmente no jogo, ele tirou uma máscara bem modelada do rosto de alguém que eu não pude reconhecer – um rosto muito mais jovem – e entregou-a as Crianças da Lua. Rindo, elas colocaram-na em meu rosto, seus horríveis corpos quebrados saltando esparsamente pra cima e pra baixo. Dois deles me seguraram enquanto os outros dois começaram a colar a máscara no meu rosto.

Meus gritos fizeram com que o rosto do Vendedor de Mascaras Feliz se transformasse no sorriso mais horrível que já vi. Ele esporadicamente andava pela sala, examinando meu corpo como um médico curioso. Eu agitava o máximo possível para tentar escapar, mas não adiantava. Meus olhos chegavam a rolar na parte de trás de minha cabeça por causa da dor. Era tudo tão real, mas eu não conseguia acordar. Eu não conseguia acordar, não importa o quanto eu tentasse, eu não conseguia acordar. Após a máscara ser moldada na carne de meu rosto, eles começaram a grudar minhas pernas juntos, depois os meus braços, a sensação horrível de uma agulha perfurando minhas pernas e rompendo meus tendões se ressoava pelo meu corpo inteiro. Tentei gritar, mas a máscara foi pressionada com tanta força contra o meu rosto que ela já VIRARA meu novo rosto… e meu novo rosto não tinha boca. Tentei gritar, mais não saiu som. Tentei dizer a mim mesmo em minha cabeça que estava apenas sonhando, tentei dizer isso varias vezes, de verdade… Mas de repente, as Crianças da Lua pararam e olharam diretamente para mim. Eles só olhavam. E o Vendedor de Máscaras Feliz curvou-se lentamente e olhou para mim, a centímetros do meu rosto, e sorriu. Então, ele simplesmente disse: “Você se encontrou com um destino terrível, não é?” diante das Crianças Lua. Eu não conseguia acordar… Não conseguia acordar. Ele não iria me deixar acordar até que eles tivessem me transformado em outra estátua de Elegy.

Até que, finalmente, acordei suando, chorando e tremendo incontrolavelmente. Eu imediatamente corri para o meu computador e fui falar direto com Ben.



9/9/10 – Conversa 1

Usuário: Me responda, Ben! 
Cleverbot: Bem-vindo de volta. 
Usuário: Qual é o motivo de fazer isso? POR QUÊ? 
Cleverbot: Divertido de assistir.  
Usuário: Como? 
Cleverbot: É Divertido jogar, divertido brincar com você, fazer você se sentir seguro.  
Usuário:… 
Cleverbot: Gostaria de saber como você teria reagido. 
Usuário: Reagido ao que? 
Cleverbot: Se eu não tivesse me revelado a você e ficado escondido, apenas fazendo pequenas coisas para mexer com você. Fechar as janelas, desligar o computador, mover o mouse sozinho… Pequenas coisas. Fazer você pensar se eu estou lá, mas nunca com certeza. Dar-lhe pequenas dicas que estou. 
Cleverbot: Eu quero fazer algo diferente com você. 
Usuário: Você já fez isso antes? 
Cleverbot: Sim. E eu vou fazer isso novamente. 
Usuário: Com QUEM, Ben? 
Cleverbot: Hmm. 
Usuário: Você conhecia Ben? 
Cleverbot: Não direi esta informação a você. 
Usuário: Como foi que Ben morreu? 
Cleverbot: Você sabe. 
Usuário: Sim, mas como ele se afogou? 
Cleverbot: Não direi isso para você. 
Usuário: Por que não? 
Cleverbot: Isso está reservado para outra pessoa. 
Usuário: Quem? 
Cleverbot: Outra pessoa que perguntar. 
Usuário: Quando? 
Cleverbot: Breve.

(Janela fecha)

Estou começando a pensar que esta “coisa” talvez não seja o Ben. Em sua natureza sádica, eu não ficaria surpreso se ele usasse o nome do garoto, depois que o matou.

12:04 – Estou sentindo algo diferente no meu quarto novamente. Há algo… lá fora… Eu me sinto realmente ameaçado, como se aquilo fosse algo que estivesse tentando me pegar e me estrangular, mas que não consegue chegar a mim.

12:46 – Eu acho que Ben não quer mais “brincar” comigo. Vou jogar de novo, eu vou jogar o jogo novamente, Ben, está vendo isso? Eu vou jogar o jogo novamente. Por favor, pare com isso, por favor, por favor!

13:41 – Eu estou ficando louco tentando decidir o que é real e o que não é… Será que Ben está apenas aprontando um truque em mim, ou isso tudo é real? Ben está gerando estas respostas ou são pessoas que estão realmente postando-as? Eu acabei de ver esta tela piscar ou foi minha imaginação? Imagine que você dependa da internet e confie seus próprios olhos nela por toda a sua vida, e depois é simplesmente cegado – você não pode confiar mais nela, você apenas fica se perguntando sobre tudo. Nesses breves momentos que eu olho para as respostas dos meus vídeos, a maioria das pessoas fala que é tudo falso ou photoshop – e não há literalmente nenhuma maneira de saber se Ben mudou algo de propósito para tentar me calar. Ou se talvez essas respostas foram apenas construídas pelo próprio Bem, para tentar desencorajar-me de tudo que está acontecendo – Viu só? Estou presa nessa porra de Mindfuck infinito como este, e é isso que está esgotando minha sanidade e me empurrando cada vez mais para o poço. Enquanto eu escrevo isso, não há nenhuma maneira de dizer se alguém ainda se importa tanto quanto eu acho que se importam – apenas outro truque do caralho. Todo este documento ainda existe? Ou estou apenas escrevendo nada?



9/9/10 – Conversa 2

Usuário: O que diabos é isso? Qual é o ponto de jogar? Eu morro sempre que faço qualquer coisa! 
Cleverbot: Você morre porque não consegue descobrir o segredo. 
Usuário: O quê? 
Cleverbot: Temática. 
Usuário: MAIS QUE PORRA QUE VOCÊ TÁ FALANDO? 
Cleverbot: Há beleza em seu sofrimento.

(Janela fecha)

16:09 – Ben está me obrigando a jogar o jogo novamente. Ele me diz que tem algo muito importante para me mostrar.

18:23 – (Sumario do vídeo DROWNED.wmv)

21:09 – (Sumario do vídeo CHILDREN.wmv)

10 de setembro de 2010

11:52 – O sumario do DROWNED.wmv já estava postado quando acordei hoje. Eu me lembro de ter escrito o mesmo, mas sinceramente não me lembro de enviá-lo. O “Ben” modificou-o novamente: não há nenhuma menção do velho. Eu não tenho mais opinião aqui. Só estou postando o que ele quer que eu poste; eu sou a máscara que ele usa para se esconder enquanto mente.

11:55 – Há um resumo INTEIRO de um vídeo que eu não me lembro de ter feito. Lendo através do resumo, isso soa mórbido – lembrando meu sonho de duas noites atrás, exceto em uma escala muito mais sádica – essas Crianças da Lua… há algo a mais nelas, quase como se elas fossem uma outra entidade de Ben. Algo aconteceu ontem à noite, algo que eu não me lembro. Estou postando o meu quarto resumo nos fóruns agora. A sombra da minha cadeira acabou de se mexer.

12:00 – Ben não me deixa entrar no Youtube. Posso navegar em qualquer outro site, mas sempre que entro no Youtube, ele fecha a minha janela. Por quê?

14:02 – Estou sentindo o ar se contrair… Eu não acho que estou sozinho aqui. Seja qual for esta “aura” em meu quarto, ela está ficando cada vez mais violenta.

14:44 – Estou tentando entrar em contato com Ben pelo Cleverbot, mas ele não me responde. Só recebo aquelas respostas genéricas.

15:51 – Meus ouvidos não estão me enganando, eu estou ouvindo a Song of Healing invertida. Eu continuo ouvindo isso.

16:23 – Agora eu tenho CERTEZA disso… No começo, pensei que era só uma coincidência estranha, mas agora, fui abrir minha janela, e três andares abaixo do meu e no nível do solo… eu vi o homem velho. Eu tenho CERTEZA de que o vi. O mesmo cara. Ele estava olhando para a minha janela, de pé no meio do campo. Se alguns alunos notaram-no ali, com certeza eles não o reconheceram.

É aí que as minhas notas terminam. Depois disso, eu fugi de meu quarto, levando o cartucho comigo. Não quero entrar em detalhes do que aconteceu, ou irei perder minha linha de pensamentos completamente. Já se passaram quase dois dias desde então. Este é o meu último sumário e serviço para vocês, do ultimo vídeo que vocês viram – Matt.wmv.

O ultimo vídeo que eu fiz, Matt.wmv, começou normalmente. Eu apareci na Clock Town, como de costume, e nada parecia estar fora de lugar Determinado a acertar as coisas e tocar a musica Oath of Order no topo da Clock Tower, no 4º Dia, eu me preparei. Acelerei o tempo e cheguei ao último dia, indo até o observatório. Quando cheguei na sala do telescópio e me aproximei do astrônomo, ele não me deixava olhar em seu telescópio. Ele me dizia que aquilo seria trapaça, e que eu deveria seguir as regras. Apesar de meus esforços, o jogo não me deixava fazer o truque do 4º Dia, não importa o quanto eu tentava. Independentemente de que eu simplesmente tivesse a ilusão de livre-arbítrio nos jogos anteriores, desta vez o jogo se tornara mais agressivo do que qualquer coisa que eu já havia visto. Ele finalmente me mandou ir para Ikana Canyon, onde o jogo iria terminar e que finalmente iria parar de me assombrar. Ansioso e desesperado para acabar com este pesadelo de uma vez por todas, toquei a Song of Soaring e fui direto para lá. Disseram-me para ver o meu estoque, que lá eu iria encontrar as respostas para terminar o jogo. Cheguei em Ikana Canyon e salvei meu progresso na estátua da coruja. Enquanto dava uma olhada em meu estoque, eu finalmente percebi que estava faltando uma música – a Elegy of Emptiness. Obviamente, uma vez que viajasse para lá e aprendesse essa música, eu suponho que era a última coisa que precisava fazer para que BEN decidisse que já tinha tido bastante diversão, fudendo com a minha cabeça. Ben é um manipulador; ele tenta enganar suas vítimas e fazê-las pensar que estão em segurança, e com isso, faz com que elas baixem a guarda, e como uma armadilha de animais selvagens, ele as “devora”. Eu não sou nada além de um brinquedo para ele. Ele gosta de ver que tipo de emoções humanas pode atingir, fazendo coisas diferentes.

Há ainda algumas coisas sobre toda esta experiência que não fazem sentido, mas de qualquer jeito, nunca fui bom em descobrir essas coisas e eu não estou exatamente com a mente boa para isto. Estou apenas te dando todas as peças do quebra-cabeça, para que você possa analisar e juntar todas as partes perdidas.

Estou escrevendo estas “considerações finais” no computador da biblioteca do campus, e eu mandei um e-mail para mim mesmo com todas as notas que eu tenho guardado no meu computador “infectado” nos últimos quatro dias. Então eu irei juntar e guardar tudo que eu digitei aqui em um documento de texto, dentro de um computador que esteja a salvo de outras pessoas – não quero me arriscar e acabar espalhando Ben novamente. Não desejo que este horrível tormento aconteça com ninguém. Eu não tive problemas com Ben quando estava de volta em meu computador e mandando as notas para mim mesmo – foi tudo bem debaixo da porra de seu nariz. Ele não faz idéia do que me deixou fazer. Não tive problemas para abrir o documento de texto do meu computador “infectado” em meu e-mail, também. Eu nem consigo descrever pra vocês o quão bom é poder finalmente passar a minha palavra nesta postagem. O pesadelo termina aqui.

Dito isso,

Não baixe NENHUM dos meus vídeos ou qualquer coisa que seja SOBRE meus vídeos – por meio de um programa que baixa vídeos do Youtube, seja qual for. Eu não sei como ele pode se espalhar, mas sei que apenas assistindo os vídeos no Youtube / lendo meus textos não será capaz de permitir que ele se espalhe. Caso contrário, ele nem precisaria de minha ajuda, em primeiro lugar, mas eu recomendo FORTEMENTE que você não salve nada sobre isso em seu computador.

Esta será minha última postagem. Se você ver qualquer outra postagem vinda de mim, após a data atual de hoje – 12 de Setembro de 2010 – e após o tempo atual – 00:08 -, NÃO ACREDITA neles. Ele já provou para mim que Ben pode acessar minha conta/senha e manipular meu computador, e como eu já disse, não tenho idéia até que ponto ele pode fazer isso, mas sei que ele vai fazer de tudo para se libertar. Ele está desesperado. Para garantir sua segurança, simplesmente se esqueça de mim. Por favor.

E obviamente, não baixe NENHUMA imagem que eu possa ter postado aqui, NENHUM arquivo, NENHUM vídeo… Enfim, não baixe NADA.

Este quinto dia será o meu último dia aqui; vou queimar o cartucho e depois voltar para destruir meu laptop.

Mais uma vez, apesar de eu nem sequer sei que você esta é uma espécie de agridoce para mim. Neste semestre, eu realmente não tive nenhum amigo, ou melhor, parei de dar atenção a eles.

Mas eu suponho que é parcialmente minha culpa, porque eu sou o gênio que escolheu viver sozinho; acho que se alguém tivesse me segurado e me salvado antes de eu ter ficado tão imerso assim nesse jogo, isso teria literalmente salvado a minha vida. No entanto, isso se revelou ser demais para mim, e estou feliz que tenha acontecido comigo, para que eu pudesse dar o aviso para todos, e garantir que Ben morre aqui.

Por fim, muito obrigado por terem tomado seu tempo para se abrirem para mim e ouvirem a minha história, apesar de talvez não acreditarem em mim. Vocês não precisavam ter feito isso, de verdade. Seu apoio durante todo esse tempo fez com que eu continuasse tentando, e agora, finalmente estou livre disto.

Obrigado mais uma vez,
Jadusable

 ...Você não devia ter feito isso, Matt. Você não devia ter feito isso....

--

Fonte: minilua (com pequena adaptação ao final)

  

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Choke.exe


Uhh... Eu não tenho muita certeza de por onde começar...

Há três semanas
As últimas semanas têm sido muito duras para mim. Eu perdi minha mãe na última primavera para o câncer, o que causou muita tristeza na minha família. No entanto, o meu pai que recebeu isso da pior maneira. Ele nunca foi o mesmo depois da morte da mamãe. Ele se trancava em sua casa, sozinho, distante do resto do mundo. Dustanciando-se de mim. Era estranho. Ao longo de toda a sua vida e da minha vida, ele sempre foi tão extrovertido. Minha mãe, minha irmã e eu éramos tudo o que ele tinha. Mas agora que minha irmã mais velha tinha crescido, ela se casou e se mudou para uma cidade proxima, acho que tudo o que ele tem agora sou eu.


Há duas semanas
Eu recebi um telefonema enquanto eu estava no 4Chan, lendo uma daquelas pastas com comentários do tipo "você ri, você perde" em destaque. Ugh, O que aconteceu com o Conteudo oirgi-Oh, certo, voltando ao assunto.

Tendo meu monitor na minha frente por horas em um silêncio mortal, eu tivesse sido pego fora de guarda  quando meu ringtone, "Belive or not", de Joey Scarbury, saiu pelos alto-falantes do meu celular. Eu quase cai da cadeira. Peguei meu celular, e verifiquei o identificador de chamadas.

A chamada era do hospital local, me ligando para me dizer que o meu pai tinha se suicidado.


Há uma semana
Minha irmã veio para o funeral. Foi bom vê-la novamente depois de todos esses anos, mesmo que fosse em circunstâncias adversas. Ela não trouxe aquele babaca do marido dela com ela, ponto positivo. Nós nos abraçamos bastante, conversamos sobre o falecido por um tempo, ainda que desejassemos que aquilo não tivesse ocorrido, e então ela tomou seu caminho.

A casa do meu pai e todo o conteúdo que havia lá, foram dados  a mim. Não era nem necessario dizer que isso foi uma melhora e tanto se comparado ao meu apartamento de um quarto. Eu decidi ir bisbilhotar em minha nova casa no dia seguinte, talvez limpar o lugar um pouco. Honestamente, eu não tinha idéia do que eu iria encontrar lá dentro. Pelo que sei, ele tinha perdido todo o senso comum após a morte da minha mãe. Eu meio que esperava ver sujeira manchando todas as paredes, mobilia destruída, coisas do tipo.

Eu já estava na porta da frente. Quando agarrarei a maçaneta da porta, uma sensação quase que imediata de medo se apoderou do meu corpo. Eu gelei. A idéia de estar na mesma sala a qual meu pai se enforcou em não era das melhores. Eu balancei minha cabeça e engoli meus sentimentos perturbadores. Respirei fundo, me preparando para isso. Fechei os olhos e abri a porta...

A porta da frente me levava a um corredor que se dividia em duas direções. Na minha frente havia uma porta, que leva para o banheiro. A porta direita era a que levava a sala de estar. Esperando o pior, virei para a direita... Para minha surpresa tudo estava em bom estado. Curioso, fiz a varredura da área. Havia alguns sofás em torno de um aparelho de televisão antigo. Meu pai nunca tinha dado muita importancia á tecnologia. O que chamou a minha atenção, porém, foi a grande lareira perto da poltrona. Eu não lembrava disso lá. Se bem que eu só estive na casa de umas 3 ou 4 vezes antes, mas eu me lembro, isto não estava aqui antes. Agora, a lareira não é exatamente o que me chamou a atenção. Era o que estava em cima dela.

Era um grande retrato pintado e emoldurado de minha mãe, rodeado de velas. Parecia um pouco torto. Ela tinha um sorriso estranho no rosto, como se dissesse: "Eu sei algo que você não sabe" Mais uma vez, senti aquela sensação estranha no corpo. Eu realmente me senti que  eu não deveria estar naquela casa. Mas sendo o idiota que eu sou, decidi ficar por ali por mais algum tempo. Me aventurando na cozinha, eu bisbilhotavatudo. Os armários estavam cheios de conjuntos de pratos que pareciam novos, e a geladeira estava cheia de nada mais que cerveja e água. Coisa do meu bom e velho pai.

Um pensamento passou pela minha cabeça. Eu deveria verificar o quarto principal, o quarto onde meu pai havia se enforcado. Eu empurrei para dentro todos os sentimentos incertos que eu tinha, e comecei a ir em direção á parte de trás da casa. A porta do quarto do meu pai estava ligeiramente aberta. As voltas no meu estômago foram aumentando, eu lentamente empurrei a porta entreaberta. As dobradiças deixaram passar um rangido alto. Eu não tinha idéia de por que eu estava tão intranquilo em relação a isso. Tentei me convencer de que eu era a única pessoa na casa, o que foi dificil. As borboletas no meu estômago se recusaram a irem embora.

O quarto do casal era normal. Tudo parecia limpo, eu dei alguns passos, enquanto visualisava a área. Havia uma mesa de cabeceira do lado direito da cama, descansando em cima dela, seus óculos, aparentemente intocado. Ele nunca gostou de usá-los, dizia que o fazia parecer um boboca. Ao lado esquerdo do quarto havia uma porta. Alguma coisa, eu não sei o quê parecia me chamar para essa porta. Eu queria abrir. Não. Eu tinha que abri-la.

Caminhando até a porta, me mantive com a certeza de ficar quieto. Mais uma vez, não me pergunte o porquê disso. Eu só sentia como se eu estivesse perturbando algo se eu fizesse barulho. Mordi o lábio inferior enquanto colocava a mão na maçaneta. Eu estava tremendo por antecipação. Fechei os olhos, fiz a contagem regressiva de três, dois...,um, e rapidamente abri o armário...

Casacos. Montes de casacos. Algumas calças e sapatos também. Era um closet enorme, mas comum. Eu suspiro, aliviado, mas secretamente levemente desapontado.. até que eu vi. Algo brilhando no chão. Ajoelhei-me, mudei algumas caixas de sapatos fora do lugar. Era uma alça de bronze, aparafusada no chão. Eu também tinha notado um vinco no chão acarpetado. Era uma pequena escotilha, levando para o porão. Meu coração disparou. O que poderia estar lá?

Meu desejo por aventuras tinha começado a tomar o melhor de mim. Sem pensar, peguei a alça de bronze e abri a escotilha aberta. Olhei para dentro. Estava escuro. Todos os meus instintos iam contra o que eu estava prestes a fazer, mas eu os ignorava completamente.

Pulei para baixo.

Felizmente, não era tão alto. Eu seria capaz de me puxar para fora se for necessário. O porão era escuro, e extremamente empoeirado. Procurei no meu bolso e tirei meu isqueiro. Levei algumas tentativas, mas finalmente conseguiu uma chama constante para iluminar pequena parte da sala. Foi quando eu vi a última coisa que eu esperaria ver no porão da casa de meu pai. Um computador. Ali à beira do quarto havia uma pequena mesa, teclado, mouse e monitor. Uma dessas cadeiras brancas de plástico foi empurrada na direção da mesa.

Curioso, fui até o local. O computador parecia novo, como se nunca tivesse sido usado. Isso não poderia ser do meu pai. Por que ele teria um bom equipamento como este no porão? Puxei a cadeira da mesa, e me sentei em frente ao monitor. Eu cruzei meus dedos, inclinei-me tentando iniciar o computador. Eureka, funcionou. O logotipo de inicialização do Windows 7, apareceu na tela. Mais uma vez, me parece estranho que o meu pai fosse dono de um computador bom, e caro. O computador me pediu para selecionar um usuário. Havia apenas um disponivel.

"DECEPÇÃO"

Um calafrio percorreu minha espinha. Decepção? Por que ele iria nomear seu perfil assim? Eu cliquei nele. Ele me pediu a senha. Eu sorri, e digitei "Cheyenne". O nome da minha mãe. Eu chutei na verdade, mas deu certo. Eu virei minha cabeça para os lados. Alguma coisa estava errada. O papel de parede da tela de fundo era preto opaco. Não havia a barra de inicio, e havia apenas um ícone. Que estava meio da tela, um único arquivo, um executável.

"Choke.exe"

Minhas mãos tremiam. Eu não tinha idéia do que estava fazendo ali, por que eu tinha ido ali, em primeiro lugar. Eu queria voltar, voltar para o conforto do meu apartamento. Mas a curiosidade não me deixou pensar. Eu não conseguia me controlar. Era quase como se fosse contra a minha vontade. Levei o cursor sobre o ícone, e cliquei duas vezes.

A tela piscou. Eu percebi que havia algo errado com o cabo do computador. Coloquei a mão por trás da máquina, sentindo os fios.

Impossível. Nada estava plugado.

O computador zumbiu de forma aguda, quase como se estivesse mesmo trabalhando muito duro por conta propria. Tons de azul, vermelho e verde encendiaram e apagaram a tela. O barulho do computador se tornava cada vez mais alto, saindo com a vida das caixas de som, aumentando a intensidade a cada segundo. De repente, tudo ficou em silêncio de novo. Eu encarei a tela. Tinha um ponto vermelho embaixo das palavras, bem no meio, simplesmente afirmando,

"DECEPÇÃO."

Meu coração estava batendo como um louco no meu peito. Tudo havia chegado a um impasse. Eu relaxei, por o que pareciam ser segundos. Até que eu ouvi. O som de uma respiração pesada, e passos se aproximando atrás de mim, chegando mais perto. Eu me recusava olhar para qualquer coisa que não fosse o monitor do computador. Os passos pararam. Quem, ou o que estava atrás de mim, ele se inclinou. Sua boca estava bem próximo ao meu ouvido.

Eu ouvi um sussurro de voz familiar,

"...Enforcar..."

Com muita força, uma corda foi enrolada no meu pescoço. Eu gritei, mais alto que pude. A corda estava apertada no meu pescoço, eu estava sendo puxado para trás da cadeira. Eu já não conseguia respirar. Meu pescoço estava dolorido. Minha visão começou lentamente a desaparecer devido à falta de oxigênio, tudo estava ficando preto. Eu ia morrer. Eu me engasguei, e arranhei meu pescoço. Não lembro de como eu fiz isso, mas eu consegui escapar, de alguma forma... Quando dei por mim já não estava no porão.

Não havia nada lá.

Eu estava de quatro, tentando recuperar a folego. Minha visão voltou, cambalei um pouco ao redor, tentando me recuperar do que havia acontecido a pouco. Eu estava na sala outra vez, no mesmo lugar, em frente a lareira. E olhando para mim estava ali o retrato da minha mãe, olhando para mim com aquele mesmo sorriso de antes.

Atualmente
Enquanto eu me sento aqui, escrevendo isso, no meu sujo e velho apartamento de um só quarto, eu posso dizer honestamente,

"Não há lugar como o lar."


Eu não tenho idéia do que diabos aconteceu na casa do meu pai.

E honestamente? Eu não quero mais saber.

Tudo o que eu tenho certeza, é que eu nunca vou pôr os pés naquela casa novamente.




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Tradução: Miss Insipida
Fonte: Creepypasta Wiki
(Nota da tradutora: Choke significa enforcar, estrangular)